quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A estranheza do ser...


Palavras infundadas,
Gestos contidos,
sou aquilo que sinto...
Tu és algo desconhecido,
Pensamentos inalcançaveis;
Distantes da razão...
Aparência forte,
Interior inconstantemente constante;
Derretes, eu flutuo...
mas no fundo adoro...
Recordo a paisagem,
Tudo em mim me constata,
Tudo em ti te idolatra...
Chama-nos, sentimos...
Não vemos,
No fim só nos apercebemos...
Todos, temos um lado selvagem.

Consciência...


Ter consciência...
é ter tristeza;
Viver a dor,
a dor do mundo.

Ter consciência...
é saber pensar,
fazendo o bem,
embora mal.

Ter consciência...
é saber quem sou,
comparando a vida,
com a desalegria.

Gostar...
gostava de ser inconsciente;
Poder pensar altruístamente;
Sem reflectir tudo;
Ser ingénua perante o mundo,
vivendo puramente...
Mas ter consciência...
Que vivia inconscientemente.

Sonho meu!


Deito-me na cama;
Pensando ardentemente;
Sonhando contigo;
Aí estás tu ser...
estranho do meu pensamento,
aparecendo ao fechar dos olhos,
tocando-me no coração,
iluminando-me a mente,
encantando-me o espírito,
abrindo-me a alma,
tu não existes no mundo externo,
existes num mundo interno,
o mundo em que vivo apenas na minha cama,
o mundo que aparece quando fecho algo,
quando apago a realidade,
é contigo que passo as noites,
é contigo que o meu coração se abre...
não és ninguém,
mas para mim és alguém,
esse mesmo ser que me acompanha de noite,
mas, que ninguém vê,
és aquele ser imaginário...
com que sonharei sempre,
até que os teus olhos se fechem...
para eu...
abrir os meus,
enfrentando assim o sol,
que faz culminar uma nova manhã...
de um novo dia;
Dando-me coragem para te abandonar,
dizendo-te apenas...até logo...
porque sei que te eide voltar a ver.