sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Saber sentir...




Juventude crescente;


Sentimento aparente;


Felicidade explosiva...


Tocas-me, onde me sinto,


olhas-me...


Tremo, fujo...


Não, não por desgostar;


Sim, por te amar,


Tento dizer-te a emoção que vivo;


Toco o passado em busca do futuro...


Feridas inapagadas pela chama,


arde em dor...


Não se esquece algo inexplicável;


Não se trava o inevitável...


Pensava-te guardado...


Afinal estás acarinhado,


Pelo meu escape à razão;


Recorro à tentação;


Quero-te, desejo-te...


Chegas-te a mim;


Deixa-me prever...


Sentimento constante,


Beijo emocionante...


Renascimento das cinzas,


onde te encontro em chama ardente...


Meu, sempre, eternamente.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Porque o brilho nunca morre...




Hoje...aquele dia passageiro onde me descubro nas entradas do meu ser...


Hoje, aquele teu gesto ridicularizado por muitos, mas apreciado por mim, sorriste, o momento é frágil, demasiado perdido no tempo, doí-me ser quem sou, quero viver aquilo que nunca fui...


Amaste-me sempre, respeitaste-me, tiveste aqui, sempre neguei a pessoa que és...não se escolhe de quem se gosta...mas hoje eu digo sim, tentarei dar-te aquilo que sou, aquilo que procuras de mim, mereces mais que ninguém...


Convido-te com um simples olhar, vamos voar pelo universo, sentir as estrelas, olhar para a lua solitária em busca de uma presença esquecida...


Eu fui feita como a lua, fragil, só, mas mágica, com força de uma pantera que corre em liberdade, rugindo aos setes ventos, não me deito abaixo de qualquer ser superior, nem me ponho acima de alguém inferior....Há quem pense que sabe tudo, no entanto existe quem seja o mais charmoso dos seres, sem saber o quanto é importante para a humanidade....sabes quem bom é? A pessoa que se deu ao trabalho de descer cá fundo, para saber o que custa subir...


Mas falarei de mim e como me espelho para ti...


Queres-me? Sou apenas um conjunto de pensamentos distantes e sonhadores, que acordam todos os dias a lembrarem-se que num mundo cruel, existe sempre alguém que ajuda...a paz é feita pelos loucos pensantes, loucos que não querem saber do estilo que é viver, mas sim da filosofia inerente a uma vida com estilo...é feita pelo um grão de loucura, no mundo onde a prudência é o mais aconselhado, por quem nunca foi prudente...é feita por quem acima de alguém sabe ver o talento de quem abaixo lhe está...


A humanidade é um eterno mistério, compreende-la é a essência de viver...tu queres compreender a minha complexa alma, pois bem, mostro-te o que sou...a emoção de uma vida, a vivacidade de um sorriso, a ternura de um fruto que se deseja da arvore, a beleza da primavera tempestuosa da razão, as cores mais repladencentes dos sonhos e o mar na forma de um coração...consegues sentir? há quem perca a estrelinha de mim, não merece...há quem pense em trocar-me, mas sei que vai sentir falta...será tarde?! Há quem por fim deseje o meu coração, esses são quem realmente me conhecem...e lá longe...existe tu...que és aquilo que não sei apreciar, mas que aprenderei a amar!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Passagem da vida...




Encontro-me aqui perdida entre o tempo passageiro da eternidade, o meu olhar tenta pescar o distante do meu pensamento...Sinto o vento bater-me na cara com leveza, de forma a massajar a pele com a brisa refrescante do Outuno...O carro está parado em frente a falésia, consigo ouvir o bater das ondas nas rochas, desenhando a sua elegância constante, deixando a marca da natureza no meu ouvido, faz-me pensar, faz-me sentir, faz-me amar.


A minha visão trespassa gerações de milhas pelo mar adentro, onde vejo a linha imaginária do horizonte...parece que é já ali, parece que acaba naquele ponto... a nostalgia que me percorre hoje é algo que ando permanentemente a esconder, escondo aquelas saudades que sinto, pela infância, pelo que era, pelo que fui, por ti e por mim....sobretudo pelo que sou quando estou contigo...


As horas passam, o dia já muda, passando de um sol radiante, para uma nublina escura, o carro começa a gelar, as ondas batem mais violentamente nas rochas, eu continuo imovel, hoje não consigo reagir, não consigo ser madura...refugiei-me na criança que existe dentro de mim, naquela menina ingénua que acreditava que o mundo era um algodão doce, onde cada vez que se come um bocadinho, existe um pequeno fechar de olhos para saborear e quanto mais se come, mais queremos comer...


Hoje deixo viver a infância, deixo-a voar pelo meu pensamento, fecho-me dentro de mim, recordo-me o que sou, recordo que por muito que o viver seja cruel eu sempre superei aquilo que me fazia mal...Antes acreditava no papão das bolachas, aquele mitico monstrinho das crianças...pois cada vez que se portão mal...lá vem o papão à noite...


Houve muitas noites em que fiquei com medo de ser "atacada" de noite, mas confesso que me dá saudades dos arrepios, das sombras dos bonecos, que pareciam ganhar vida de noite...


O tempo está a mudar, é incrivel constatar as mudanças temporais ao longo do dia, é como se nos quisesse mostrar que a vida também muda, passa rodopiando por nós, sempre a fugir, até que um dia acordamos...olhamos ao espelho e vemos um rosto envelhecido pelos sonhos que vivemos, pelos que deixamos de viver e pela vida cansativa de lutas pelas felicidade...


Vive com esperança de obteres o que te faz feliz, vive recordando o que foste, o que és e o que sempre te guiou, porque por muitas voltas que o mundo dê....Tu serás sempre aquilo que foste, que és e que desejas!!


Está de noite, ligo o motor do carro....faço uma pequena manobra, ponho-me à estrada....adeus Ericeira...e obrigado pelo sonho da recordação!!




**

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vida injusta...


Porque hoje a lua deixou de brilhar na noite mais escura...escondeu-se, atrás das lágrimas decrescentes da paixão...escondeu-se atrás de um coração enfranquecido pelo sentimento que não devia possuir, pelo sentimento crescente que se apodera cada vez mais do bater ingenuo de uma paixão forte, que arde incontrolavelmente em teu nome...

Tu consegues ser as pegadas do mar escritas na areia, onde nem o tempo, nem o espaço, nem as mudanças conseguem apagar, antes pelo contrário cada vez mais assinam o teu nome, levando o coração a sentir aquilo que não devia, a desejar aquilo que não pode ter...

Amar pode ser a mais pura mistica do ser, no entanto é também a mais inconsciente irracionalidade das emoções...pois, de tudo o que oferece, mais exige, como paga por existir...faz-nos ver o mundo como um arco-iris, onde se encontra a mais perfeita essência espiritual, onde o azul transparece o teu ser, onde o amarelo mostra a tua luminosidade, onde o rosa deixa ver a tonalidade dos teus lábios e por aí adiante, numa mágica viagem pelo que és...no entanto chega o vermelho, esse doi, pois reflecte um coração manchado de sangue, porque, tal como o arco-iris...vem em dia de sol tempestuoso, mas também vai num manto de chuva constante...onde se procura o rasto e só se consegue sentir o vazio, tenta-se encontrar o sol, mas este esconde-se num lugar distante, frio, naquele sitio que se desconhece a existência, mas sabe-se que nem o mais puro dos sentimentos, nem o mais positivo dos pensamentos ou gestos e palavras mais meigas conseguem derrubar, pois o muro que se criou é grande, rigido e inantingivel...

A magia do mundo pode fazer cair a mais poderosa tempestade, onde nem os barquinhos viajantes pela liberdade se mantêm a flutuar, mas pior que a tempestade é o amor, pois este faz afundar o mais profundo dos oceanos, impossibilitando o coração de navegar em águas pacificas, mostrando-lhe a tristeza de uma alma perdida...porque não pode sentir aquilo que nunca sentiu, embora inconscientemente já o sinta...está longe...está demasiado longe...pior, está descrente...

No passado inconstante recorda-se a descoberta de quem complementa o espirito...no presente consciente adora-se...no futuro distante guarda-se a chama que arde dentro daquele coração esquecido...