
Tento recorrer aos meros fundamentos emocionais residentes em mim...Procuro a colheita de um ser que parece não estar aqui.
Sonhar com altivez num desejo de ter algo superior, algo que me compreenda e me faça suplicar pelo imaginário inatingivel, algo lá, aqui...por aí.
Exprimo em falsos gestos de coerencia aquilo que neste momento desconheço, perdi-me em memorias, pensamentos, em ideias erradas daquilo que já não sei o que são...Hoje não fará sentido nada do que exprimo, nada do que comento, pois simplesmente nada me ajudará a reter o que neste momento se sujeita à tempestade do meu coração...
Mágicos sentidos, paixões, emoções, vivências de vidas harmoniosas pela parte ingenua de mim...para mim...
Sonhos, faz-me acreditar no que sou...não quero perder a razão das palavras, escrevo, sem obter a satisfação outrora característica do que fui...Vazio, palavra que faz arrepios dolorosos, pois não compreendo a magnitude que tem aqui, é grande...a alma sente, sabe que sim...
Não é por ti, mais por mim, agarrei-me a algo que sabia, por idade, por experiência...que seria bom demais, por demais, demais para mim...
A noite fria tenta mostrar-me o aquecimento que provoco cá dentro, a lágrima cai, ela sente...nasce nos meus espelhos do mundo, escorrega na face pálida do vazio e morre nos lábios secos por chamas que arderam sem se sentirem...
Não digo nada com sentido, não falo de maneira oratória, não quero, não sou de ninguém, nem para alguém...Sou simplesmente aquilo que desconheço, mas que continuo a tentar encontrar...