terça-feira, 10 de novembro de 2009

Hoje é assim...


Tento recorrer aos meros fundamentos emocionais residentes em mim...Procuro a colheita de um ser que parece não estar aqui.
Sonhar com altivez num desejo de ter algo superior, algo que me compreenda e me faça suplicar pelo imaginário inatingivel, algo lá, aqui...por aí.
Exprimo em falsos gestos de coerencia aquilo que neste momento desconheço, perdi-me em memorias, pensamentos, em ideias erradas daquilo que já não sei o que são...Hoje não fará sentido nada do que exprimo, nada do que comento, pois simplesmente nada me ajudará a reter o que neste momento se sujeita à tempestade do meu coração...
Mágicos sentidos, paixões, emoções, vivências de vidas harmoniosas pela parte ingenua de mim...para mim...
Sonhos, faz-me acreditar no que sou...não quero perder a razão das palavras, escrevo, sem obter a satisfação outrora característica do que fui...Vazio, palavra que faz arrepios dolorosos, pois não compreendo a magnitude que tem aqui, é grande...a alma sente, sabe que sim...
Não é por ti, mais por mim, agarrei-me a algo que sabia, por idade, por experiência...que seria bom demais, por demais, demais para mim...
A noite fria tenta mostrar-me o aquecimento que provoco cá dentro, a lágrima cai, ela sente...nasce nos meus espelhos do mundo, escorrega na face pálida do vazio e morre nos lábios secos por chamas que arderam sem se sentirem...
Não digo nada com sentido, não falo de maneira oratória, não quero, não sou de ninguém, nem para alguém...Sou simplesmente aquilo que desconheço, mas que continuo a tentar encontrar...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Amigo de sempre...



Leveza no ar;
Corpo gigante,
numa habilidade flutuante...
Mal te vejo,
sinto-te, apenas, pelo vento...
Ser feliz,
Espirito rebelde,
Espelho-te na natureza...
Liberdade, independência,
Galopas numa cruzada sem fim...
Guiando-te pelo destino...
Ganhas asas no teu pensamento,
corres cada vez mais...
Mais rápido...
Onde a tua inociência, deixa-te humilde...
Parando ao acenar de uma alma...
Alma que carrega amor pelo que és...
Afocinhas-te na minha mão,
Consolas-me em momento de solidão...
Olhas-me com ternura e amizade,
transmitindo-me a paz de uma irmandade...
E a beleza magestosa da tua nobreza...
Abraças-me com as tuas crinas,
Retomas o caminho em tom de despedida;
Já longe, viras-te,
Abanas o corpo ao sabor da brisa...
Dizendo-me,
Estarei aqui alma perdida,
presente no teu coração...
Basta manteres a recordação esquecida...
De quanto te quero em adoração;
Retomas então a cruzada...
Liberto viverás,
Deixando em mim saudade,
com certeza que um dia regressarás.

A ti te dedico meu cavalo, todo o meu amor, amizade e carinho...Brevemente...juntos!
**ULISSES**