quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Outras eras...


Conto os dias em que senti que era " o eu"...aquele feliz e contemplado "eu" que nos faz acordar de manhã com um sorriso na cara, dizendo um grande "bom dia" aos setes ventos...esse "eu" anda perdido em terras por mim desconhecidas, pois tudo o que sempre desejei murchou, como uma flor que apanhou demasiado sol e decide por desistencia recolher as pétalas! Pois bem, havia eu de saber que a vida para mim teria reservados os inumeros disabores... antes sentia o doce que era passar o dia a fazer o que nos dá prazer...agora sinto apenas a amargura do viver!
Será possível que ao virar de uma esquina esteja sempre a desalegria, as lágrimas perdidas de desejo ao regresso do passado...já fui sim...alguém...agora retrato-me como uma marioneta que perdeu a alegria de viver...doí tanto ver o nosso redor pensar que somos o mundo, mas mais tarde aperceberem-se que também o mundo não foi feito à sua imagem e comete erros...
Tentei outrora exigir de mim a doçura e destreza de um alguém guerreiro que pensava ingenuamente que aqui residia...afinal pensamentos tolos que me fizeram viajar no mundo, como se fosse alguém especial...
Pois bem, hoje sei que esse alguém que me achava..lá longe ficou...aparentemente no presente não passo do poço de erros e defeitos que sempre tentei fugir...
O sofrimento é imenso, pois, constato agora que vivo sempre enganada, não pelo que sou hoje, mas sim pelo que pensava que era!
A alegria faleceu, como as pétalas da flor que murcharam sem avisar, a felicidade desvaneceu-se, como uma gota da chuva que se perde na imensidão do mar...sim tou desgostosa com a maneira de viver...essa desalegria leva-me a pensamentos demasiado emotivos, pensamentos que me mostram a saída que nunca desejei...
Força, é algo que já foi, agora fica apenas a brisa da sua passagem...sinto-me como um barco a vela que se afunda...assim está o meu "eu", afundando-se nas lágrimas da eternidade...estou descrente, de tal modo que sinto que não conseguirei vir ao de cima e salvar o barco...
Pois...e o "eu" deixou de emergir...Agora digo em tom de desalento, os sonhos são por hábito e amargura sempre algo que nunca será...os meus deixaram de o ser à muito e agora desisto de correr porque as minhas asas já tao doentes de cansaço na tentativo de os alcançar!!